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Descubra por que algumas pessoas têm dificuldade de chorar
Descubra por que algumas pessoas têm dificuldade de chorar - Shutterstock

Comportamento

Você tem dificuldade de chorar? Descubra possíveis motivos

Várias questões ligadas à saúde física ou mental podem causar a dificuldade de chorar; entenda cada uma delas

As emoções são uma parte muito grande da vida dos seres humanos, não é mesmo? Por isso, o choro, seja ele de alegria ou de tristeza, também é bastante importante, servindo inclusive como uma válvula de escape e forma de restaurar o equilíbrio emocional, segundo um estudo da Universidade de Yale.

Para muitas pessoas, problemas, dores, pesares ou mesmo felicidades extremas podem ser gatilhos para o choro. Entretanto, para outras, isso não funciona bem assim. De acordo com uma revisão sistemática de estudos internacionais publicada no Comprehensive Psychiatry, aproximadamente 30% dos adultos têm dificuldade ou inabilidade de chorar.

Isso é um problema, considerando a importância do choro em determinados momentos da vida. “As pessoas que não conseguem chorar podem ser mais tensas, estressadas e ansiosas, já que não têm no choro um meio de aliviar as emoções”, afirma Monica Machado, psicóloga e fundadora da Clínica Ame.C.

Mas por que essa dificuldade em chorar de certas pessoas? Basicamente, isso pode ocorrer por questões sociais, de saúde ou desconhecidas. Em todos os casos, é importante buscar ajuda profissional, com a terapia, para se entender melhor e tentar mudar o que for necessário.

A seguir, saiba mais sobre as possíveis causas por trás da incapacidade de deixar as lágrimas caírem:

Experiências na infância

Crianças que crescem em um ambiente sem apoio e validação sentimental acabam se tornando adultos que têm dificuldade em expressar seus sentimentos. Essas pessoas podem até acreditar que chorar não é uma maneira saudável de mostrar suas emoções.

Danielle H. Admoni, psiquiatra geral e da Infância e Adolescência, explica que as vivências durante a primeira infância desempenham um papel significativo no desenvolvimento neuropsicomotor das crianças.

“Os neurônios-espelho, que são ativados em resposta a comportamentos observados, podem condicionar a criança a anular emoções, se ela estiver cercada por indivíduos emocionalmente reservados”, diz ela, que também é pesquisadora e supervisora na residência de Psiquiatria da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP/EPM).

Repressão emocional

É comum que existam certas emoções que ficam contidas dentro das pessoas e não são tão facilmente mostradas. Contudo, essa questão de não se mostrar vulnerável aumentou muito com as redes sociais.

“Celebridades são traídas, terminam relacionamentos, são ofendidas, mas não descem do pedestal. Adotam uma postura de dominância como mecanismo de defesa e lotam as redes sociais com fotos de alegria plena. Além de afastar o direito de sentir e exteriorizar suas emoções, essa armadura emocional enaltece a cultura do ‘chorar é sinal de fraqueza’”, comenta a terapeuta sexual Claudia Petry.

Transtornos mentais

Certos problemas de saúde mental também podem comprometer a facilidade do choro. Conforme diz a psiquiatra Danielle Admoni, pessoas com transtorno bipolar e transtorno esquizoafetivo, por exemplo, têm uma pequena gama de emoções.

“E a depressão, ao contrário do que se pensa, não se manifesta necessariamente por meio de choro constante. Dentre seus diversos tipos e sintomas, a melancolia pode gerar uma sensação de vazio emocional e desconexão, tornando difícil reagir aos eventos e a capacidade de chorar”, completa.

Estresse pós-traumático

Quem passa por traumas na infância ou na adolescência pode ter alterações complexas no cérebro, prejudicando inclusive a capacidade de chorar.

Um estudo da Nature mostrou que jovens com histórico de Transtorno do Estresse Pós-Traumático (TEPT) apresentavam mudanças na atividade na amígdala, uma região do cérebro responsável pelo processamento das emoções e do choro. Essa situação se torna ainda mais severa quando são traumas que provocam sequelas psicológicas múltiplas, como é o caso do abuso sexual.

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